Afinal, o que eu desejo fazer?

Objetivos são essenciais quando queremos alçar grandes vôos. Eles direcionam nossas atitudes na vida, em nossas relações e em nossos projetos. Quando você monta um time de futebol para jogar no campeonato da escola, pode ter diferentes objetivos. Ganhar pode ser esse objetivo: então você provavelmente vai procurar os colegas que jogam melhor. Porém, pode ser que você nem seja tão competitivo e tenha mais vontade mesmo de se divertir: então, você chama os amigos para formar aquele time da zoeira. Percebe como o objetivo é o que define como você age, e as escolhas e caminhos que faz? Nos projetos de pesquisa, eles têm a mesma importância. É essencial você saber o que pretende com sua pesquisa. Qual problema quer resolver? O que você quer construir?

Barça ou Limoeirense? A decisão é sua!

Barça ou Limoeirense? A decisão é sua!

Nesse texto, vamos tratar do objetivo na pesquisa, que nada mais é que “o que desejo realizar?”. É importante que o objetivo do projeto seja descrito de forma breve, em, no máximo, duas linhas. Por exemplo, em um projeto sobre a redução do nível de fertilizantes nas hortaliças, o que se deseja realizar executando esse projeto? Reduzir a quantidade de fertilizantes nas hortaliças da região Sul do Brasil: logo, esse é o objetivo.

O exemplo anterior trata do objetivo geral do projeto. Porém, em alguns casos, é importante definir os objetivos específicos, de uma forma que chamamos “fatiar o elefante”: ou seja, definimos pequenas etapas, ou metas mais fáceis de atingir, até que se chegue ao objetivo geral. Nesse caso, os objetivos específicos poderiam ser, por exemplo: realizar um comparativo entre canteiros de determinada hortaliça com quantidades diferentes de fertilizantes, porque essa tarefa auxilia no conhecimento dos efeitos que o fertilizante causa, e podemos saber a partir de qual concentração ele é nocivo. Essa etapa contribui para que o pesquisador saiba como vai propor essa redução ou até mesmo de “quanto” deve ser essa redução dos fertilizantes nas hortaliças. Outro objetivo específico poderia ser a comparação  da ação desses fertilizantes em diferentes épocas do ano (conforme as diferentes estações climáticas), pois, a depender do clima, o produto pode ser mais ou menos absorvido pela hortaliça, o que pode influenciar no alcance do objetivo geral.

Os objetivos específicos geralmente são escritos em tópicos, e abaixo dos objetivos gerais, quando escritos em planos de pesquisa. Quando escritos em relatórios de pesquisa, geralmente são escritos na introdução, ainda no primeiro parágrafo. Eles podem variar, em quantidade, de um a infinito, mas, geralmente, os pesquisadores escolhem por volta de três objetivos específicos. Afinal, se você tiver uns vinte objetivos em sua pesquisa, é pouco provável que você consiga manter o foco naquilo que realmente importa, não é mesmo? Importante ressaltar que, tanto na escrita do objetivo geral como na confecção dos objetivos específicos, é importante usar verbos no infinitivo como definir, comparar, analisar, descrever…

Por fim, tenha sempre em mente que, para pesquisar, alçar voo, ou até mesmo ir à padaria, precisamos de um objetivo. A vida é feita de escolhas e, para tomar boas decisões, temos que saber muito claramente o que queremos fazer.

Uma gaúcha de 21 anos, movida pelo desafio e pela busca incessante de justificar sua existência através do protagonismo em ações que venham a beneficiar a sociedade e sua evolução,visando deixar um legado. Técnica em química, atualmente acadêmica de Farmácia na UFRGS, cientista por natureza, boêmia e cantora de chuveiro. Alguém que é totalmente contra a rotina e que se descreve plagiando a Rita Lee dizendo ser uma metamorfose ambulante. Viciada em viagens, cidadã do mundo e sedenta por novas experiências e culturas. Apesar de não entender nada de futebol torce pro grêmio. É apaixonada por seres humanos e confia na tese de que quem ajuda é na verdade quem mais se beneficia.

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About Deise Carvalho

Uma gaúcha de 21 anos, movida pelo desafio e pela busca incessante de justificar sua existência através do protagonismo em ações que venham a beneficiar a sociedade e sua evolução,visando deixar um legado. Técnica em química, atualmente acadêmica de Farmácia na UFRGS, cientista por natureza, boêmia e cantora de chuveiro. Alguém que é totalmente contra a rotina e que se descreve plagiando a Rita Lee dizendo ser uma metamorfose ambulante. Viciada em viagens, cidadã do mundo e sedenta por novas experiências e culturas. Apesar de não entender nada de futebol torce pro grêmio. É apaixonada por seres humanos e confia na tese de que quem ajuda é na verdade quem mais se beneficia.