VOCÊ QUER DESCOBRIR A CURA DE UMA DOENÇA?

Quando pensamos em alguém que descobriu a cura para uma doença, logo pensamos em super laboratórios com super cientistas e pesquisas, mas as grandes invenções, às vezes, chegam através de mentes com idades não tão convencionais assim.

Não sei se vocês já ouviram falar do Jack Andraka: ele é um garoto que, com 15 anos, criou um teste para diagnosticar câncer de pâncreas que é 28 vezes mais rápido, 28 vezes menos caro e 100 vezes mais sensível que os atuais para detectar o câncer! Uhul, e como aconteceu isso? O tio dele havia falecido por conta de um tipo específico de câncer, e ele, então, resolveu estudar um pouco mais sobre como detectar a doença o mais cedo possível. Durante uma aula de biologia, ele juntou várias coisas que já conhecia e de que gostava em ciência, e pensou em um modo de realizar um novo tipo de teste. Não, ele não poderia imaginar que sua experiência funcionaria, e que daria tão certo! E é claro que nada disso aconteceu tão rápido: somente alguns anos após ter iniciado a pesquisa, ganhou o maior prêmio da maior feira de ciências do mundo. De quebra, levou para casa 75 mil dólares.

Arrasou, Jack!

Arrasou, Jack!

Outro exemplo muito bacana é o Leonardo de Oliveira Bodo, que em 2010, 2011 e 2012, aos 17 anos, ganhou prêmios na Intel ISEF (EUA), mesmo evento em que o Jack mostrou seu super teste. Ele pensou em como utilizar substâncias presentes dentro de teias de aranha para produzir novos antibióticos, olha só! Às vezes, são coisas do nosso dia a dia que nos inspiram e nos motivam a descobrir e conhecer sempre mais. Claro que você, depois de ter lido nosso primeiro texto sobre a “cura do câncer”, sabe que curar doenças e criar remédios não é tão rápido, mas nós podemos dizer que o Leonardo começou com o pé direito!

 

Boa, Leonardo!

Boa, Leonardo!

Tá bom, mas o quão difícil é descobrir a cura de uma doença? Não é fácil, pois uma cura implica um medicamento, um meio de atingir o mal pela raiz. Medicamentos precisam ser seguros e para provar isso precisamos de inúmeros testes e mais testes. Então, cura significa descobrir novas moléculas ou testes de laboratório? Não! Existem várias formas de curar doenças através da medicina, biologia, química, farmácia, até mesmo usando a informática. Existem programadores especialistas em programas específicos para a medicina, engenheiros que desenvolvem robôs cirurgiões, e muitas outras possibilidades.

E o principal e mais importante: descobrir a cura de algo não depende exclusivamente de uma única pessoa. Ou seja, podemos descobrir coisas novas por puro acaso ou unindo esforços e propósitos. Unidos, sempre podemos mais! Por isso, espero que cada vez mais jovens sigam os exemplos do Jack, do Leonardo e de tantos outros jovens que são citados aqui no Cientista Beta, pois vocês podem muito mais do que imaginam! Quem aí quer descobrir a cura de uma doença?

 

Uma pessoa apaixonada por ciência, tecnologia e inovação. Formada em Química pela UFJF e atualmente fazendo mestrado em Engenharia Química na UFRJ. Nerd com orgulho, gosta de aprender e ampliar seus horizontes, seja sobre diferentes áreas ou diferentes culturas. Fala inglês, francês e está melhorando no espanhol. Adora ler, patinar, pintar, meditar, filosofar, dançar, viajar (e outras coisas que às vezes não cabem no mesmo espaço-tempo). Acredita que, junto ao conhecimento geral sobre as coisas e o mundo, devemos também buscar sempre o conhecimento pessoal.

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About Fernanda Neumann

Uma pessoa apaixonada por ciência, tecnologia e inovação. Formada em Química pela UFJF e atualmente fazendo mestrado em Engenharia Química na UFRJ. Nerd com orgulho, gosta de aprender e ampliar seus horizontes, seja sobre diferentes áreas ou diferentes culturas. Fala inglês, francês e está melhorando no espanhol. Adora ler, patinar, pintar, meditar, filosofar, dançar, viajar (e outras coisas que às vezes não cabem no mesmo espaço-tempo). Acredita que, junto ao conhecimento geral sobre as coisas e o mundo, devemos também buscar sempre o conhecimento pessoal.