Como saber se o que a gente come não está envenenado?

Como sabemos se as frutas da feira orgânica da nossa cidade são realmente orgânicas? Posso confiar que a quantidade de agrotóxicos que estamos ingerindo não ultrapassa o limite permitido? Será que tem veneno na nossa comida e a gente nem imagina? A nossa ideia surgiu da forma mais corriqueira possível.

Fonte: giphy

#partiu fazer ciência!

Então, tivemos uma ideia que parecia ser ultra-mega-super impossível de ser feita: encontrar um método para identificar a quantidade de agrotóxico na nossa comida. E, como todo pesquisador, ficamos animadas e eufóricas com a nova ideia de pesquisa.

Fonte: Arquivo pessoal

#partiu fazer ciência

 

Nós imaginávamos que seria bastante trabalhoso, porém, mal sabíamos que nossa alegria iria durar pouco… Logo no início, procuramos três professores de química para contar a ideia e pedir ajuda para o projeto. A primeira, não entendia muito da área. O segundo, falou que o objetivo era muito difícil e complexo demais para os recursos que tínhamos. A terceira, disse que deveríamos desistir da ideia, pois não era viável. Choque de realidade, não é mesmo?

Fonte giphy

O que fazer quando todo mundo desencoraja você?

        A partir daí, tínhamos duas opções: desistir (a mais fácil delas), ou acreditar na nossa ideia e seguir em frente com aquilo que nos motivava. Como não somos super-heroínas, somos seres humanos – e seres humanos são falhos – num primeiro ímpeto, escolhemos a primeira opção. Desistimos. Mas isso durou apenas duas semanas.

Resolvemos mudar de ideia, ir atrás da nossa intuição e da nossa aspiração, para não deixar aquele “e se” nos matar de dúvidas. Além disso, contamos com pessoas muito importantes na nossa caminhada que apoiaram a nossa ideia desde o início, como as nossas famílias, amigos e, principalmente, o pessoal do Cientista Beta. E foi a melhor decisão que tomamos até então!

Fonte: Arquivo pessoal

Conhecemos pessoas incríveis do CB! Na foto: Giovana (colunista), mentorados e Kawoana (líder beta)

As dificuldades, no entanto, não pararam por aí. Logo no início das práticas no laboratório enfrentamos inúmeros problemas devido ao difícil acesso aos reagentes, principalmente, pelo alto custo. Mais uma vez, pensamos que não seria possível realizarmos nosso projeto. Mais uma vez, tínhamos duas escolhas. E mais uma vez, precisávamos confiar no nosso taco. Fazer projeto é isso: optar por um caminho mais desafiador e complicado, por mais insano que isso possa parecer no momento.

Fonte: Arquivo pessoal

…e a recompensa!

Depois de muita pesquisa, procura por bibliografias, horas fazendo relatórios e muitas horas em laboratório também, enfim conquistamos resultados que nos animaram muito e trouxeram boas perspectivas para a continuidade do projeto. Conquistamos reconhecimentos que jamais imaginávamos ter e transformamos um sonho em realidade.

Com isso, nós percebemos que o trabalho que desenvolvemos juntas ao longo deste ano, desde a concepção da ideia até os resultados, nos incentivou a fazermos a diferença e nos trouxe a esperança de ser a mudança que o mundo precisa. Para isso, os nossos sonhos e metas vão continuar crescendo junto com o nosso projeto. Assim, aos poucos vamos nos aproximamos mais da vontade de transformar a vida das pessoas com as nossas descobertas.


Quem somos nós

Nós somos estudantes do ensino técnico de química da Fundação Liberato de Novo Hamburgo, RS. Conhecemos o nosso interesse pela pesquisa logo no segundo ano do curso e, desde então, continuamos juntas construindo ideias e vencendo todos os contratempos e desafios. Gabriela Crestina Delela, apaixonada pelo mundo, ama estar sempre na estrada e fazer piada das coisas banais da vida. Mariana Brunetto Buttenbender, sonha criar soluções para ajudar as pessoas e o mundo, quer se encontrar viajando por aí e perceber a beleza nas pequenas coisas.

Nosso projeto

Nós apelidamos o nosso projeto de DECAGLIP (Detecção Colorimétrica do Agrotóxico Glifosato), um método simples que indica através da coloração a presença e quantidade de um agrotóxico em produtos. Esse agrotóxico é muito usado nas plantações aqui no Brasil, mas a fiscalização dos limites estabelecidos por lei é muito escassa, pela complexidade e preço das análises.

Como foi participar do Programa de Mentoria

A experiência com a Mentoria trouxe para o nosso projeto um olhar mais criativo e desafiador. Junto com o Cientista Beta, buscamos desafiar nós mesmas e acreditar no diferencial que os jovens podem impulsionar na ciência. Além disso, conhecemos pessoas incríveis e inspiradoras, que compartilham conosco a mesma vontade de ser a mudança nos pequenos detalhes.

Comentários

comentários