Onde encontrei respostas para as minhas perguntas – Entrevista com Maria Vitória Valoto!

O Cientista Beta teve a alegria de receber um relato da Maria Vitória em novembro de 2015, na coluna Geração Beta. Ela faz ciência desde muito nova (muito nova MESMO, estamos falando de alguém pesquisando na quinta série!) e fez questão de demonstrar que fazer a diferença independe da idade.

Desde 2015, a Maria Vitória seguiu colhendo frutos dessa dedicação e dessa vontade de resolver problemas utilizando a ciência. Então, ela aceitou o nosso convite e fizemos uma entrevista para saber o que aconteceu de bom e quais são as novidades da carreira científica dessa jovem cientista inspiradora!

Fonte: Arquivo Pessoal

Cientista Beta – Quando você contou a sua história para o cientista beta, no final de 2015, já tinha muita coisa pra falar e estava cheia de conquistas. O que aconteceu de lá pra cá e como você cresceu cientificamente?

Maria Vitória – Desde a primeira vez que escrevi pro Cientista Beta, muitas coisas aconteceram!

Participei da FEBRACE, conquistei 6 prêmios, fui para Intel ISEF (a maior feira de ciências do mundo), nos EUA, conquistei uma premiação lá e participei de mais 7 outros eventos científicos pelo Brasil e pelo mundo, dentre eles a Google Science Fair, sendo a primeira brasileira a estar nessa feira e a única representante da América Latina. Acho que tudo isso me fez crescer não só cientificamente, mas também como pessoa. Além de entender melhor a área da pesquisa e o ramo científico, hoje me vejo completamente diferente do que era antes de viver tudo isso.

Fonte: Arquivo Pessoal

Brasil na Google Science Fair!

CB – No relato de 2015, você conta que houve um momento em que desistiu da pesquisa, mas não desistiu de ser pesquisadora. Mostrou que mudar de área pode ser uma ótima opção. Isso aconteceu novamente com o seu projeto?

MV – Sim!! Cheguei em um momento da minha pesquisa em que eu não tinha mais como dar continuidade no projeto, então mais uma vez mudei de área! Mudei de projeto e hoje desenvolvo algo diferente do que fazia antes! E acho que esse é o espírito, não abaixar a cabeça porque algo não deu certo, mas erguer ela e pensar grande, pensar pra frente e ver que existe um mundo cheio de problemas a nossa volta, problemas esses tão significantes quanto aquele que você tentava solucionar.

CB – Se a Vitória de hoje pudesse dar uma dica para a Vitória de 2015, que escreveu para a Geração Beta, o que diria?

MV – A Vitória de hoje diria: “Não pára, porque o melhor ainda está por vir.” E quando eu digo “melhor” eu não me refiro somente aos prêmios, mas sim a todo crescimento que eu conquistei. Me refiro a toda mudança positiva que aconteceu na minha vida!

CB – E se pudesse dar outra dica para a Vitória que começou a querer ser cientista, lá pela quinta série?

MV – Diria que ela está no caminho certo, e que aquilo ali seria o começo de um caminho de muitas descobertas!!

Fonte: Arquivo Pessoal

Maria Vitória esteve no Campus Party deste ano, falando sobre “A Ciência que o mundo precisa”!

CB – Como você acha que a pesquisa no ensino médio prepara o jovem para o que ele encontra a seguir (seja escolha profissional, faculdade, modo de ver a vida, contatos, modo de pensar… tudo)?

A pesquisa pra jovens no ensino médio abre portas para um caminho que muitas vezes deixamos passar, por toda pressão que sofremos nessa fase. Estamos acostumados a ouvir sobre vestibulares e a necessidade de entrar em numa faculdade, então chegamos no Colégio todos os dias e ouvimos uma série de conteúdos que muitas vezes, na nossa cabeça, parece que não servem pra nada. Mas pra quem desenvolve pesquisa já nesse momento é como se estourássemos aquela bolha que tem sobre nós que faz com que nos limitemos a aprender somente aquilo que é passado no quadro. Quem desenvolve pesquisa se motiva a buscar mais, a enxergar mais, a ver que existe um universo de aprendizagens legais por aí e que só depende de nós absorver tudo isso. A pesquisa no ensino médio nos ensina a perceber tudo o que tem a nossa volta, nos ensina a entender melhor qual carreira seguir, a descobrir onde somos bons e onde somos ruins, nos apresenta uma infinidade de contatos e pessoas que muitas vezes nos dão oportunidades incríveis… e mais do que tudo isso: nos ensina a sermos mais humanos.

CB – Você indicaria o programa de iniciação científica Decola Beta?

Com certeza indicaria o Decola Beta! Pois o programa incentiva exatamente tudo aquilo que eu acredito! Ensina e incentiva muita coisa aos jovens e motiva eles a serem pessoas que vão fazer um grande diferencial no mundo!

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