Por onde começo a minha pesquisa?

A resposta é simples: comece pelo problema.

A magia da ciência está em utilizar conhecimento para resolver questões que, de alguma forma, representam uma adversidade. Por isso, a sua intenção sempre deve estar focada em trabalhar sobre problemas reais.

Muito frequentemente, nós descobrimos um problema interessante para uma pesquisa científica quando nos identificamos com alguma situação que acontece no nosso cotidiano. Uma pessoa muito próxima, um assunto científico que você ama e quer sempre saber mais e mais sobre ele. Não existe fórmula mágica: é algo que vem de todas as conversas que você já teve, de todos os filmes que você assistiu, das aulas que assistiu, dos filmes, de situações que presenciou (boas ou ruins). Resumindo, vem da nossa vivência e do nosso dia a dia.

E como encontro um BOM problema ou uma BOA ideia?

O dilema de todo jovem na hora de ter uma ideia é que não basta ter uma ideia, na hora de fazer um projeto, mas sim ter uma “boa ideia”. E você já parou para se perguntar qual seria o conceito de uma “boa ideia”? Descubra através do vídeo abaixo de onde vêm as boas ideias:

Qualquer problema serve?

Não. Agora, é hora de colocar os pés no chão e sermos realistas. Não adianta escolher o maior problema e tentar abraçar o mundo com a sua pesquisa. Por isso, é necessário que você esteja atentos aos seus recursos.

Quais materiais você irá precisar ter? Que espaço? Quantas amostras? E um dos mais importantes: quanto tempo? Isso se torna extremamente importante quando falamos de pesquisa no ensino médio, com o mínimo de recursos e pouco tempo de desenvolvimento. Você, jovem pesquisador, deve estar pronto para encarar esses fatores da forma mais realista possível, mas não deve se deixar desanimar ou limitar pelos mesmos.

Tenha determinação!

Então você se pergunta “Mas como posso escolher um problema significativo assim do nada? Sou criativo o suficiente para isso?”

Criatividade não é um bicho de 7 cabeças.

No livro “Projetos Paralelos e o Poder do Tempo Livre”, Luciano Braga fala sobre pessoas criativas e como elas funcionam. Gente criativa está a toda hora querendo saber como as coisas funcionam, querendo se alimentar de conhecimentos (que, em um primeiro momento, podem parecer inúteis) ver, perceber e descobrir coisas novas.

Luciano fala que, para criar algo novo, primeiro nós abastecemos nosso cérebro com muita informação. Com o cérebro bem alimentado, proporcione a você mesmo um momento de tédio. Sim! Tédio! Permita-se fazer absolutamente nada. É nesse momento que a mágica acontece.

É assim que oportunizamos ao nosso cérebro criar as conexões entre os nossos conhecimentos, ou seja, ligar os problemas que conhecemos à importância que isso tem, e se é possível pensar nisso como um direcionamento para o projeto. Nós recomendamos muito a leitura desse livro!

Parece impossível, mas não é!

Qualquer assunto pode ser tão amplo a ponto de gerar uma série de possibilidades: por isso, é muito importante que você saiba exatamente o que quer fazer e quem quer atingir com isso, para que no final do projeto você tenha seu objetivo atingido.

Onde VOCÊ quer chegar?

Esse texto faz parte do e-book “Da Imaginação ao Papel: A jornada das ideias”. Para continuar lendo, baixe o e-book – de graça – aqui!

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