Quando o segredo está na motivação

Gabriel Araújo

Meu prazer pela ciência começou aos 14 anos, quando passei a me engajar no mundo das olimpíadas científicas. À medida que era premiado nas olimpíadas, me sentia cada vez mais estimulado com o aprendizado teórico das diversas disciplinas.

Meu interesse começou a se intensificar quando pude vivenciar a ciência na prática, em 2015, ano em que participei do CONNEPI (Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação), realizado no Acre. Lá, eu pude apresentar um sistema de irrigação automatizado para plantas, em parceria com o aluno Cícero Alexsandro do curso superior em Sistemas de Informação do IFAL e do professor Jarbas Cavalcante, também do Instituto Federal. A participação no congresso me motivou ainda mais a fazer pesquisa e me unir ao grupo Cientista Beta no início de 2016.

Fonte: Arquivo pessoal

No CONNEPI (2015)!

Me uni ao Cientista Beta a partir da motivação e divulgação da ex-aluna do curso técnico em química do IFAL, Sayonara Assis, e em 2016 desenvolvi um projeto na área de informática. O meu mentor do Cientista Beta foi o Douglas Drummond, formado em ciência da computação, e fui também orientado pelo professor Jarbas Cavalcante (IFAL).

A rede de jovens cientistas criada pelo programa foi um dos pontos mais importantes no desenvolvimento da pesquisa. Sempre que tinha dúvidas com relação a algum aspecto do projeto, me sentia confiante em saber que poderia consultar outros mentorados e mentores, independente da área de pesquisa. Além disso, os materiais de apoio da mentoria, sempre muito didáticos, foram importantes para que eu passasse a entender características essenciais de um projeto científico, como a metodologia a ser usada.

Durante o ensino médio no IFAL, passei a perceber índices de evasão em muitas turmas, incluindo a minha. Há no Brasil cerca de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental. Foi então que surgiu a ideia de pesquisa na área.

Fonte: Arquivo pessoal

Tive o prazer de participar da Experiência Beta, em 2016!

Ainda no ano de 2016, eu criei um Projeto de Lei para o programa Jovem Parlamentar da câmara dos Deputados, com relação à pesquisa desenvolvida. O projeto foi escolhido pela comissão da câmara dos deputados como o segundo melhor de Alagoas, em 2016! Tal reconhecimento me encheu de confiança para continuar pesquisando e buscando soluções para o problema. A ideia é usar a tecnologia como combate ao fenômeno do abandono escolar, a partir de um maior acompanhamento estudantil nas escolas brasileiras.

Fonte: Arquivo Pessoal

Não poderia estar mais feliz <3

Fiquei extremamente feliz em participar do encontro nacional do Cientista Beta em São Paulo. A experiência de conhecer a Google e de poder aprender com jovens incrivelmente talentosos de todo o Brasil foi enriquecedora e gratificante. As palestras, dinâmicas e ensinamentos do evento são verdadeiras lições que me inspiram a motivar outros estudantes a seguirem na área científica.

Fonte: Arquivo pessoal

Amigos que também decolaram nessa aventura comigo!

Este texto faz parte do e-book “Decola Beta – Tudo o que aconteceu na primeira edição do programa de mentoria para jovens cientistas”. Tenha acesso ao restante do conteúdo (gratuito) aqui!


Quem sou eu

Eu sou Gabriel Ferreira Araújo, tenho 17 anos, sou de Maceió-AL e estou me formando Técnico em Informática pelo Instituto Federal de Alagoas (IFAL) – Campus Maceió. Sou muito interessado pela área astronômica e científica, de modo geral.  Pretendo continuar fazendo pesquisas, possivelmente estudando engenharia da computação na universidade.

Minha pesquisa

O projeto de pesquisa consiste em uma plataforma para a coleta de informações pertinentes aos estudantes, a partir do cadastro estudantil e acompanhamento do número de faltas e situação escolar.  Espera-se, futuramente, aprimorar o uso do sistema com as seções Lúdica e Normativa, a fim de facilitar o uso por parte da escola e do estudante a partir de um sistema lúdico de aprendizagem e acompanhamento estudantil, onde o aluno pode ter acesso a jogos e outras ferramentas.

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