O primeiro projeto a gente nunca esquece

Camila Medeiro

Carl Sagan, sabiamente, afirmou: “Toda criança começa como um cientista nato…”  e infelizmente nem todos os jovens têm a oportunidade de desenvolver suas ideias por variados motivos. Por isso, não é por acaso que me sinto muito sortuda por estar vivendo a Experiência Beta.

Durante meu Ensino Médio, tive o privilégio de estudar em uma escola com vários laboratórios. Toda a vez em que eu colocava o jaleco pra entrar e seguir os procedimentos do relatório, me sentia uma criança. Não somente pelo encantamento com tudo (a primeira vez que vi uma cebola em microscópio foi impressionante ), mas também, por despertar o meu lado cientista.

Apesar da ciência ser universal, cresci imaginando que cientista é aquela pessoa louca que tá sempre usando um jaleco, óculos  e que ficava horas trancada em um laboratório fazendo várias explosões  (como nos desenhos) e foi através do CB que eu pude perceber o quanto estava precipitada e entendi que ser cientista é ser crítico para perceber os problemas ao nosso redor e testar hipóteses para tentar resolvê-los.

Fonte: paralelas

Afinal, quem nunca assistiu algum desses desenhos e achou que a ciência só era assim ?

Enfim, chegou o Ensino Médio. Nova fase da minha vida, adolescência, 2014 e uma decisão que reflete em desafios até hoje. Alice, Bárbara e eu decidimos participar do Campeonato Baiano de Robótica e para isso tínhamos que responder ao desafio da proposta de pesquisa, cuja temática era sustentabilidade. E foi daí que surgiu a primeira ideia da pesquisa.

Mesmo saindo premiadas do Campeonato e com feedbacks positivos, o projeto ficou parado por 2 anos, até que …

Fonte: tenor

“Nossa, um programa de mentorias!!!”

Encontramos no Cientista Beta a oportunidade de decolarmos junto com o projeto e de interagir com pessoas com um interesse em comum: A vontade de desenvolver projeto científico. Sem o apoio dos desafios e feedbacks proporcionados pela Equipe, nem imagino em que estágio estaria a pesquisa. Sem contar a nossa maravilhosa Mentora Vanzinha  que nos orientou nessa decolagem e nos fez crescer tanto em pouco tempo.

Durante o processo, vivemos uma montanha russa de sentimentos. Para desenvolver nosso primeiro projeto, voltamos pro mesmo laboratório do Ensino Médio e ao invés de seguirmos o roteiro que sempre tínhamos em mão nas aulas práticas de biologia, criamos o nosso roteiro experimental!

As expectativas estavam a mil por hora, mas algo nos desacelerou, a realidade. A nossa rota estava sendo mudada e começou a faltar combustível. As hipóteses não estavam sendo comprovadas e não estava sendo como nos desenhos animados… Era hora de tomar decisões. Mudamos o  percurso.

Nem tudo acontece da forma que queremos, mas tudo que acontece nos impacta de alguma forma. Foi chato lidar com frustrações em laboratório, mas vamos virar o jogo? Aprendi a lidar com frustrações, tomar decisões, decidir prioridades e tantas outras coisas. Isso é muito melhor do que me imaginar sem toda essa bagagem na mala.

Submetemos inscrição a feiras e programas de bolsa. Conseguimos uma bolsa na Fapesb e com ela, ganhamos também a esperança de tornar o produto real. Participamos também de uma feira regional, o  EJC (7°Encontro de Jovens Cientistas na Ufba) e lá ficamos em 1° lugar em nossa categoria.

Fonte: gihpy

“ESTOU MUITO FELIZ!!!”

Pra fechar com chave de ouro essa etapa e pra iniciar outra, participamos da Experiência Beta. Sem dúvidas, 2 dias de evento pra deixar saudade e aprendizados pra vida toda.

Fonte: Arquivo pessoal, Experiência Beta (2016).

Equipe e mentora!

Como mentorada, conheci a ciência e seu poder de transformação. O Programa despertou cientistas natos e quebrou os mitos que criam sobre a ciência. Meu primeiro projeto não foi um mar de maravilhas, mas a experiência e os acontecimentos foram essenciais pra minha transformação. Hoje, me sinto mais confiante e inspirada a ser protagonista da minha vida.

Este texto faz parte do e-book “Decola Beta – Tudo o que aconteceu na primeira edição do programa de mentoria para jovens cientistas”. Tenha acesso ao restante do conteúdo (gratuito) aqui!


Quem sou eu

Me chamo Camila Medeiro, tenho 17 anos e moro em Salvador (BA). Estou cursando o 4º semestre de Eletrotécnica e pretendo seguir na graduação em Engenharia Elétrica ou Matemática. Gosto de navegar pelas áreas do conhecimento e o vento que me impulsiona é a descoberta. Encantada por pesquisa e novas experiências.

Nossa Pesquisa

Nossa pesquisa tem como objetivo reduzir os impactos causados pelo óleo vegetal no meio ambiente, através da utilização de um processo de biorremediação de efluentes com materiais orgânicos que são considerados resíduos.

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