O ingrediente secreto da minha história se chama “Cientista Beta”

Depois chegar ao último ano do ensino médio, tive experiências incríveis e contatos com alguns jovens que já haviam realizado algo significativo na ciência. Mas, às vezes, eu pensava “isso não é pra mim. Sou muito novo para fazer alguma pesquisa ou algo relacionado a isso”.

Fonte: giphyPara quebrar essas barreiras, precisei conhecer a história de uma jovem negra da Bahia para perceber que eu poderia ser mais protagonista da minha vida e vi que não podia deixar meu último ano passar em branco sem iniciar minha pesquisa. Encontrei um orientador, e assim, fui mergulhar de cabeça nessa aventura.

Eu estava muito empolgado com esse mundo de pesquisa e, um dia, soube de um projeto chamado Cientista Beta. Até esse momento, mal sabia eu que este projeto viria ser uma das maiores experiências da minha vida.

Algumas semanas depois, fui selecionado para o Programa de Mentoria Decola Beta! Não demorou muito e eu já estava muito animado pra saber o que esse programa me reservava. Num primeiro momento, fui apresentado a diversos jovens de vários cantos do Brasil e, em seguida, um match aconteceu.

Fonte: Arquivo pessoal

O match foi entre mim (mentorado) e o brilhantíssimo doutorando Vinicius Sato (mentor).

Enquanto respirava o ambiente que o Cientista Beta proporcionou, senti que a minha pesquisa poderia ter um impacto maior do que estava tendo. Então, com todo o apoio, decidi mudar o rumo do projeto para ir mais longe.

Após conversar com meu mentor e com meu orientador, eu segui com a ideia de fazer um biossensor para quantificar substâncias carcinogênicas presentes em alimentos, mas respeitando a Química Verde.

Com a ajuda do programa de mentoria, pude desenvolver certa resiliência para persistir com a pesquisa e compartilhar minhas frustrações e dúvidas com meu mentor. Em meio a tantos desafios que o programa lançava, vi que não podia ficar parado e isso me fez continuar no caminho da pesquisa.

Quando surgiu a oportunidade de aplicar para um programa de liderança internacional, eu não pensei duas vezes e decidi aplicar. Todos os textos que eu escrevi para ser selecionado estavam relacionados com a minha pesquisa. Mesmo que fosse um programa sobre liderança, a pesquisa me ensinou a visualizar soluções para problemas, ser mais protagonista e desenvolver um pensamento analítico. Isso foi essencial para eu conseguir aplicar e, mais tarde, ser aceito como um dos delegates!

Fonte: Arquivo pessoal.

Lucas integrando o Preparing Global Leaders Summit, em Moscou (20016)!

Além disso, tive um dos momentos mais felizes da minha vida após ter minha pesquisa reconhecida dentro da família Cientista Beta, ao receber o certificado de Destaque Potencial de Impacto. Se fosse descrever tudo isso em uma palavra, eu diria: magnífico.

A mentoria e tudo o que o CB me proporcionou foi o principal ingrediente para que eu continuasse pesquisando. Ali, eu via jovens que buscavam e desenvolviam algo grande e com forte significado para o mundo. Foi o ambiente perfeito para mim, que tenho muito a aprender, pois lá encontrei muita gente para ajudar e ensinar.

Fonte: Experiência Beta, 2016.

Minha jornada como cientista está só começando, mas já tenho uma grande responsabilidade de levar o nome do Cientista Beta a qualquer lugar que eu for. E isso, eu farei sempre com muito prazer.

Magnífico!


Quem sou eu

Sou Lucas Bernardo, atualmente ex-aluno do Instituto Federal do Rio de Janeiro, um carioca que ama a química e pesquisa, ao mesmo tempo em que também ama trabalhos voluntários e desenvolver projetos sociais. Sou técnico em química e recentemente aprovado na Colorado State University.

Minha pesquisa

Minha pesquisa é sobre o desenvolvimento de um biossensor eletroquímico para analisar o HMF no mel, substituindo métodos que utilizam substâncias que não respeitam a Química Verde e ainda agregando um aspecto sustentável ao utilizar o bagaço de cana na construção do biossensor.


Este texto faz parte do e-book “Decola Beta – Tudo o que aconteceu na primeira edição do programa de mentoria para jovens cientistas”. Tenha acesso ao restante do conteúdo (gratuito) aqui!


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