Cientistas de primeira viagem

Sara Aline Silva dos Santos e Deyse Maria Dantas Moura

Cientistas de primeira viagem, totalmente desconhecedoras, embarcando em uma viagem ao completo desconhecido. Acredite, desenvolver uma pesquisa científica (principalmente no ensino médio) pode ser mais desafiador, intrigante e emocionante do que uma viagem com tudo pago para o triângulo das bermudas!

É mais ou menos assim!

No início de mais um ano letivo, nós sentimos um desejo de fazer algo diferente no instituto onde estudamos. Mas, até então, não tínhamos a mínima ideia de como fazer esse “algo diferente”. Por obra do universo, duas jovens cientistas passaram em diversas salas de aula do instituto comentando sobre suas experiências científicas e divulgando um certo programa de mentoria para jovens que queriam embarcar no mundo da pesquisa científica. Quando elas disseram que o projeto poderia ser realizado em dupla, o match foi instantâneo, logo conversamos sobre a nossa realidade, dificuldades e possíveis soluções.

Assim que definimos o que realmente queríamos, decidimos procurar um orientador. Na semana em que tivemos nossa primeira aula de química orgânica, conversamos com o professor ao final da aula sobre a possibilidade de nos fornecer auxílio nessa nova jornada. E adivinhem os leitores Sherlock Holmes? Ele topou na hora, para nossa alegria! E, ainda mais: pouco tempo depois recebemos a notícia de que seríamos mentoradas do Decola Beta. Foi a melhor notícia e o melhor abraço que nós demos antes de iniciar mais um dia letivo.

Fonte: giphy

Quando você passa no programa de mentoria Decola Beta.

Coletamos e tratamos amostras, iniciamos o processo de extração e finalmente chegou a hora tão aguardada: a de fazer os testes e obter o resultado. Enfim, fizemos os testes microbiológicos, e com os resultados obtidos pudemos levar o nosso projeto pra uma feira científica! UOU, nossa primeira feira.

Fonte: giphy

Vamos apresentar nosso projeto em uma feira científica!

Nós não tínhamos muitos testes, mas nos inscrevemos por recomendação do programa de mentoria. Para nossa surpresa e alegria, fomos aceitas para apresentar nosso projeto, mesmo com pouquíssimo tempo de duração! E como não podíamos perder a oportunidade de ir para aquilo que tantos membros do programa diziam ser magnífico, fomos para MOSTRATEC.

Descobrimos muitas coisas ao longo dos três dias de exposição. No último dia, já estávamos cansadas, mas ainda com o com um brilho no olhar de quem descobriu algo novo, de quem conheceu pessoas que compartilhavam do mesmo pensamento que o nosso e que acreditavam em um futuro melhor através daquilo que queríamos fazer lá no início. Assim, descobrimos o que é “ciência”, e nesse sentimento fomos para o encerramento da feira, a premiação.

Fonte: Arquivo pessoal

Fazendo o que mais gostamos!

Assim como muito do que aconteceu ao longo do ano, nos surpreendemos novamente quando fomos premiadas com uma bolsa do CNPq para a continuação do projeto e o quarto lugar da nossa categoria! Ao final da nossa viagem, tudo se resumiu à experiência incrível que vivenciamos, e, o melhor de tudo, saber e comprovar que podíamos sim, fazer algo para mudar nossa realidade. Podíamos tentar solucionar problemas com o simples e fascinante emprego do conhecimento!

Fonte: Arquivo pessoal. Mostratec (2016).

Legenda: Após concluir o programa de mentoria, ter o primeiro contato com a ciência e poder dar continuidade ao projeto. Nós vencemos!


Quem somos nós

Sara Aline Silva dos Santos e Deyse Maria Dantas Moura, ambas com 16 anos e pretendem cursar Medicina. A Sara acredita que com muita persistência, foco e determinação, nós podemos mudar a nossa realidade transformando o mundo com pura ciência e consequentemente apagar o impossível do nosso dicionário da vida. A Deyse sempre foi curiosa e apaixonada pela ideia de solucionar problemas através do conhecimento, um adjetivo que a define: sonhadora.

Nossa pesquisa

O projeto tem como objetivo analisar a atividade antimicrobiana do cacto xique-xique, visando o seu uso medicinal. Buscamos, assim, inibir microrganismos causadores de doenças como foliculite, apendicite, pneumonia, uretrite, infecções hospitalares, entre outras. O extrato da planta pode ser utilizado no lugar de alguns antibióticos para o tratamento de doenças oriundas desses microrganismos, tendo em vista a ausência de alguns dos efeitos colaterais. A utilização do extrato do cacto incentivaria o plantio da espécie que, hoje, encontra-se em estado de extrema degradação.


Este texto faz parte do e-book “Decola Beta – Tudo o que aconteceu na primeira edição do programa de mentoria para jovens cientistas”. Tenha acesso ao restante do conteúdo (gratuito) aqui!

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